agosto 25, 2010
Eu amei Victoria Blue por Gilberto Dimenstein
Em meio à descoberta de Nova York, ele começou a namorar uma ex-modelo gaúcha, então com 34 anos
Estêvão Romane estava muito longe de ser um aluno aplicado na Escola Vera Cruz, onde estudou, mas sempre ganhava elogios pela qualidade de suas redações. Também não conseguiu destacar-se academicamente no exterior. Não concluiu o curso que foi fazer e, no mês passado, voltou sem o diploma e sem vontade de ser engenheiro de som. Trouxe na bagagem, no entanto, uma história tão interessante que acabou por transformá-lo em escritor.
Foi uma prostituta de luxo que atuava em Nova York quem involuntariamente conseguiu o que nenhum professor tinha até então nem remotamente conseguido: deixá-lo sentado por horas e mais horas, sem sair da cadeira, dia após dia, para escrever um livro.
Como toda boa história começa com um trauma, a dele não foi diferente: o sofrimento que enfrentou justamente por causa daquela mulher foi a inspiração para o livro. “Eu tinha de pôr minha cabeça em ordem. Escrever foi o melhor jeito que encontrei de fazer isso.”
Na escola, Estevão destacava-se entre os amigos por cultivar hábitos exóticos. Enquanto a maioria de seus colegas ainda estava na fase de frequentar lanchonetes ou restaurantes fast food, ele dissertava sobre rum, charuto, vinhos e alta culinária. Já gostava de cozinhar pratos sofisticados. Antes de viajar para os Estados Unidos, namorava uma mulher trinta anos mais velha que ele, com quem aprendera inusitados prazeres sexuais. Mal sabia ele que o relacionamento com ela seria uma espécie de treino para o que viria pouco tempo depois.
Em meio à descoberta de Nova York, ele começou a namorar uma mulher, também mais velha, uma ex-modelo gaúcha, então com 34 anos, embora dissesse que tinha 29. Apaixonou-se perdidamente.
Tudo nela exalava sofisticação: nas estantes de livros, Gogol, Saramago e Joyce; nas paredes, quadros de sua autoria. Durante o dia, fazia pós-graduação em artes. Esse era o cenário de tórridas cenas de sexo.
Aos poucos, ele foi descobrindo as mentiras dela. Aquela mulher, além de sofrer de distúrbios mentais, era prostituta de luxo em Nova York. O que antes fora uma sequência de cenas que, naquela efervescente cidade, bem integrariam um filme romântico virou um labirinto. O deslumbramento inicial converteu-se em desespero.
Daí nasceu o livro, ainda não lançado, intitulado “Eu Amei Victoria Blue”, numa referência ao nome de guerra da ex-namorada, cujo primeiro parágrafo começa assim: “Alguns nesta cidade já tiveram o privilégio de estar com Victoria Blue, mas eu não pagaria US$ 2.000 por ela. Ainda que ela fosse tudo aquilo em que cheguei a acreditar. E eu já acreditei muito”.
Ele deu um toque de ficção à narrativa e mudou a maioria dos nomes. “Mas é tudo 100% real.” Imaginou que o livro fosse a melhor maneira de organizar seus sentimentos. Para além disso, entretanto, redescobriu o prazer de contar uma boa história, a única habilidade que lhe era reconhecida nos tempos de estudante no Brasil.
PS – Coloquei no site catracalivre.com.br trechos do livro.
FONTE:
Folha de S.Paulo – C2-Cotidiano *** Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras
Mais informações acesse: www.geracaoeditorial.com.br
agosto 23, 2010
Diaba da Geração aterrissa no aeroporto de Congonhas
A Geração Editorial provou mais uma vez que é polêmica. Para divulgar o livro de humor “Diário do Diabo” nada melhor que contratar uma diaba para tal evento. A modelo Meire Aguilar, 19 anos, é quem está encarando o papel na livraria Laselva do Aeroporto de Congonhas.

Diário do Diabo chega ao Brasil para concorrer com a Bíblia
Você sabia que Satanás anota tudo num Diário? Nem mesmo Barack Obama escapou das anotações do Príncipe das Trevas. E se você for ruim o suficiente, talvez receba dele uma proposta de trabalho, com contrato assinado e tudo.
Não bastasse gostar de proferir o santo nome em vão, agora o Capeta quer que todos conheçam a sua trajetória infernal ao longo da História. Por isso, entregou o seu Diário para o mercado editorial e aposta ultrapassar as vendas do livro do seu principal concorrente, a Bíblia Sagrada.
As revelações, até as mais perversas, são engraçadíssimas. Para quem aprecia humor negro, o livro é um prato cheio. Até os céticos vão se lembrar de Lúcifer – arcanjo assistente e arrivista assumido – demitido do seu cargo na empresa Céu S.A. antes mesmo da criação do mundo, e que daí em diante fundou sua própria empresa, a Satancorp, com o objetivo de sabotar os projetos do seu ex-chefe, Deus.
Segundo o tradutor do livro, Paulo Schmidt – que afirma ter feito um acordo com o demônio para pegar o serviço – fica claro, também, as ligações do capeta com a família Sarney, entre outros políticos brasileiros.
“Primeiro dia, primeiro mês, ano zero.
Terei uma semana ocupada pela frente, agora que o Todo-Rancoroso decidiu continuar com o seu projeto de “Criação”. Vou procurar me manter atualizado, e confrontar as invenções de Deusão com as minhas. Ele já estava um passo à frente: começou hoje cedo, ante que eu estivesse pronto, e criou a luz. Eu retaliei criando a escuridão, mas isso levou quase o dia todo, e eu precisei parar porque não enxergava nem a ponta do nariz.”
A obra do Príncipe das Trevas é divida em cinco capítulos, de acordo com as cinco épocas do seu reinado. Em cada volume, o Diabo narra suas estripulias e malfeitorias na Terra, que vão da encrenca com Adão e Eva no Paraíso até o aquecimento global, no capítulo “Subindo a Temperatura”.
Parece estranho, mas o Diabo revela que também ama. No sexto dia, sexto mês, ano 1701, ele revela sua paixão por Lilit, sua serva fiel desde o início. Um ano depois nascem os gêmeos do casal, Íncubo e Súcuba. “Nunca me achei um tipo paternal, mas agora vejo os benefícios de uma família grande.” Ele se refere à continuidade do seu legado satânico.
E para quem quiser segui-lo, ele faz questão de informar os seus Desmandamentos, entre os quais se destacam: 1) O Todo-Ponderoso está ficando um beatão: preferirás o Diabo a Ele; 3) Blasfemarás, praguejarás e proferirás xingamentos cabeludos sempre que a coisa ficar preta; 4) Farás uso dos fins de semana para cometeres todos os pecados negligenciados durante a semana; 6) Não deixarás desfeita alguma sem vingança;
Considerarás todo furto um “empréstimo indefinido”; 9) Serás econômico com a verdade; 10) Desejarás e cobiçarás a mulher do teu próximo, especialmente se ela tiver um bumbum empinadinho.
O leitor também vai notar que Nicholas D. Satan é bem globalizado. No decorrer do Diário acompanhamos sua influência nos acontecimentos mundiais, e vemos que todos os desastres, catástrofes, equívocos e absurdos — a Crucifixão de Cristo, a Peste Negra, a Inquisição, a Guerra do Iraque, os reality shows, etc. — sempre tiveram um dedo do Diabo, por meio dos agentes dele na Terra, como Nero, Átila o Huno, Torquemada, Rasputin e George W. Bush, entre tantos outros que contribuíram para o sucesso da Satancorp e de seus empreendimentos.
No final do Diário – o último apontamento data do dia 4 de novembro de 2008 – Satanás faz questão de frisar sua grande insatisfação com a eleição de Obama. “Mas com um nome desses, ele não pode ser de todo bom. Como ainda tenho influência na Casa Branca, vou fazer com que Georginho W. deixe o meu cartão sobre a escrivaninha do Salão Oval para o novo menino de ouro. Provavelmente ele apreciará uma ajudinha assim que estiver sentado no assento do piloto”.
Publicado no Brasil pela Geração Editorial, o “Diário do Diabo” é uma obra que só tem reverência para com o riso. O livro expõe de maneira sarcástica como o Bem e o Mal podem ser apenas questão de negócios, e a comprovação de que o Diabo não é tão feio quanto o pintam. Trata-se de um texto leve e divertidíssimo para o leitor que aprecia humor irreverente e sagaz.
Os escolhidos por Nicholas D. Satan
O misterioso professor M. J. Weeks recebeu uma inusitada tarefa: ser o escriba literário do Diabo. Sem hesitar em aceitar o convite, transcreveu a coletânea e procurou conservar-lhe a índole original. O agente do Satanás entregou-lhe as anotações lindamente encardenadas em couro, mas as páginas de pergaminho de corte dourado sofreram danos causados por fogo e por sua extrema velhice.
Para restaurar a obra à sua aparência legítima, foram utilizadas as mais modernas técnicas de tratamento de imagens nos desenhos e apêndices. Para as raras partes incompreensíveis, o professor fez algumas observações que estão entre colchetes. Depois do lançamento, que tem sido um sucesso no mundo inteiro, o Diário do Diabo chega finalmente ao Brasil, com tradução do escritor Paulo Schmidt.
Em entrevista exclusiva para a Geração Editorial, ele fala que precisou vender sua alma para ter o privilégio de traduzir a obra do Demo. “Por enquanto, não recebi nada em troca, exceto o privilégio de traduzir o Diário, mas ainda tenho esperança de que Mr. Satan vai honrar os termos do contrato e entregar a minha quota ilimitada de riqueza, fama, poder e mulheres”, declara Schmidt.
O tradutor explica ainda que a razão da sua escolha para a tarefa foi ter lançado em 2008 o livro “Jack, o Estripador”; aparentemente, escrever sobre o serial killer mais temido do mundo e um dos principais agentes do Diabo, fez com que este depositasse sua confiança no autor.
Não bastasse gostar de proferir o santo nome em vão, agora o Capeta quer que todos conheçam a sua trajetória infernal ao longo da História. Por isso, entregou o seu Diário para o mercado editorial e aposta ultrapassar as vendas do livro do seu principal concorrente, a Bíblia Sagrada.
As revelações, até as mais perversas, são engraçadíssimas. Para quem aprecia humor negro, o livro é um prato cheio. Até os céticos vão se lembrar de Lúcifer – arcanjo assistente e arrivista assumido – demitido do seu cargo na empresa Céu S.A. antes mesmo da criação do mundo, e que daí em diante fundou sua própria empresa, a Satancorp, com o objetivo de sabotar os projetos do seu ex-chefe, Deus.
Segundo o tradutor do livro, Paulo Schmidt – que afirma ter feito um acordo com o demônio para pegar o serviço – fica claro, também, as ligações do capeta com a família Sarney, entre outros políticos brasileiros.
“Primeiro dia, primeiro mês, ano zero.
Terei uma semana ocupada pela frente, agora que o Todo-Rancoroso decidiu continuar com o seu projeto de “Criação”. Vou procurar me manter atualizado, e confrontar as invenções de Deusão com as minhas. Ele já estava um passo à frente: começou hoje cedo, ante que eu estivesse pronto, e criou a luz. Eu retaliei criando a escuridão, mas isso levou quase o dia todo, e eu precisei parar porque não enxergava nem a ponta do nariz.”
A obra do Príncipe das Trevas é divida em cinco capítulos, de acordo com as cinco épocas do seu reinado. Em cada volume, o Diabo narra suas estripulias e malfeitorias na Terra, que vão da encrenca com Adão e Eva no Paraíso até o aquecimento global, no capítulo “Subindo a Temperatura”.
Parece estranho, mas o Diabo revela que também ama. No sexto dia, sexto mês, ano 1701, ele revela sua paixão por Lilit, sua serva fiel desde o início. Um ano depois nascem os gêmeos do casal, Íncubo e Súcuba. “Nunca me achei um tipo paternal, mas agora vejo os benefícios de uma família grande.” Ele se refere à continuidade do seu legado satânico.
E para quem quiser segui-lo, ele faz questão de informar os seus Desmandamentos, entre os quais se destacam: 1) O Todo-Ponderoso está ficando um beatão: preferirás o Diabo a Ele; 3) Blasfemarás, praguejarás e proferirás xingamentos cabeludos sempre que a coisa ficar preta; 4) Farás uso dos fins de semana para cometeres todos os pecados negligenciados durante a semana; 6) Não deixarás desfeita alguma sem vingança;
Considerarás todo furto um “empréstimo indefinido”; 9) Serás econômico com a verdade; 10) Desejarás e cobiçarás a mulher do teu próximo, especialmente se ela tiver um bumbum empinadinho.
O leitor também vai notar que Nicholas D. Satan é bem globalizado. No decorrer do Diário acompanhamos sua influência nos acontecimentos mundiais, e vemos que todos os desastres, catástrofes, equívocos e absurdos — a Crucifixão de Cristo, a Peste Negra, a Inquisição, a Guerra do Iraque, os reality shows, etc. — sempre tiveram um dedo do Diabo, por meio dos agentes dele na Terra, como Nero, Átila o Huno, Torquemada, Rasputin e George W. Bush, entre tantos outros que contribuíram para o sucesso da Satancorp e de seus empreendimentos.
No final do Diário – o último apontamento data do dia 4 de novembro de 2008 – Satanás faz questão de frisar sua grande insatisfação com a eleição de Obama. “Mas com um nome desses, ele não pode ser de todo bom. Como ainda tenho influência na Casa Branca, vou fazer com que Georginho W. deixe o meu cartão sobre a escrivaninha do Salão Oval para o novo menino de ouro. Provavelmente ele apreciará uma ajudinha assim que estiver sentado no assento do piloto”.
Publicado no Brasil pela Geração Editorial, o “Diário do Diabo” é uma obra que só tem reverência para com o riso. O livro expõe de maneira sarcástica como o Bem e o Mal podem ser apenas questão de negócios, e a comprovação de que o Diabo não é tão feio quanto o pintam. Trata-se de um texto leve e divertidíssimo para o leitor que aprecia humor irreverente e sagaz.
Os escolhidos por Nicholas D. Satan
O misterioso professor M. J. Weeks recebeu uma inusitada tarefa: ser o escriba literário do Diabo. Sem hesitar em aceitar o convite, transcreveu a coletânea e procurou conservar-lhe a índole original. O agente do Satanás entregou-lhe as anotações lindamente encardenadas em couro, mas as páginas de pergaminho de corte dourado sofreram danos causados por fogo e por sua extrema velhice.
Para restaurar a obra à sua aparência legítima, foram utilizadas as mais modernas técnicas de tratamento de imagens nos desenhos e apêndices. Para as raras partes incompreensíveis, o professor fez algumas observações que estão entre colchetes. Depois do lançamento, que tem sido um sucesso no mundo inteiro, o Diário do Diabo chega finalmente ao Brasil, com tradução do escritor Paulo Schmidt.
Em entrevista exclusiva para a Geração Editorial, ele fala que precisou vender sua alma para ter o privilégio de traduzir a obra do Demo. “Por enquanto, não recebi nada em troca, exceto o privilégio de traduzir o Diário, mas ainda tenho esperança de que Mr. Satan vai honrar os termos do contrato e entregar a minha quota ilimitada de riqueza, fama, poder e mulheres”, declara Schmidt.
O tradutor explica ainda que a razão da sua escolha para a tarefa foi ter lançado em 2008 o livro “Jack, o Estripador”; aparentemente, escrever sobre o serial killer mais temido do mundo e um dos principais agentes do Diabo, fez com que este depositasse sua confiança no autor.
agosto 16, 2010
Autor irá a várias cidades do MA lançar ‘Honoráveis Bandidos’
EFEITO CONTRÁRIO AO QUE QUERIAM OS BADERNEIROS
Em entrevista ao JP, Palmério Dória falou sobre a ação de baderneiros nos lançamentos de seu livro em São Luís e Imperatriz e disse que agora se sente na obrigação de divulgar o livro em outras cidades do estado
POR OSWALDO VIVIANI
Após os tumultos no lançamento do livro “Honoráveis Bandidos – Um Retrato do Brasil na Era Sarney” em São Luís e Imperatriz, provocados por baderneiros ligados ao ex-secretário de Esportes do governo Roseana Sarney, Roberto Costa, o autor da obra, Palmério Dória, disse na sexta-feira ao Jornal Pequeno que não vai se intimidar e já prepara novos lançamentos do livro em outras cidades maranhenses, como Caxias, Pinheiro e Açailândia. “A ação dos agressores, que invadiram o campus da Uema na quinta-feira para nos intimidar, teve efeito contrário. Agora é que eu vou redobrar esforços para lançar o ‘Honoráveis’ em outras regiões do Maranhão. Não posso recuar, senão aí eles [os agressores] venceriam, conseguiriam seu intento, que é impedir, pela violência, a divulgação de uma obra”, afirmou Palmério ao JP.
Paraense radicado em São Paulo, Palmério Dória, 62 anos, contou que não viveu uma situação como a ocorrida em Imperatriz nem na época da ditadura militar. “Foi muito mais grave do que em São Luís. E não foi pancadaria. Pancadaria pode sugerir algo até pitoresco. Foi agressão mesmo. Agressão séria. É muito triste ver um campus de universidade servindo de palco para intolerância e violência, com a polícia lá dentro, lançando bombas, dando tiros”.
Com segurança pessoal – Palmério ainda permaneceu em Imperatriz na sexta-feira. Por conta de ameaças recebidas por integrantes da organização do lançamento, foi contratado um segurança para acompanhar o autor, o tempo todo, tanto no hotel Shalom, em que ficou hospedado, como em seus deslocamentos pela cidade. “É uma situação absurda. Nunca tive de fazer isso na minha vida”, disse o escritor.
De acordo com Palmério, embora a Polícia Militar tenha evitado que acontecesse algo mais grave em Imperatriz, a ação dos policiais foi “no sentido de proteger os agressores”. O escritor disse que a PM soube de antemão da chegada dos baderneiros em dois ônibus, duas vans e outros dois veículos, mas nada fez até o momento em que eles invadiram o campus e o auditório da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).
“Eles agrediram, usaram de violência e ninguém foi preso.
A polícia só agiu para proteger os agressores, e isso só depois que as pessoas que participavam do lançamento reagiram, expulsando os invasores. No fim, os agressores ainda saíram da cidade escoltados pela PM até a BR-010, para retornarem ‘em segurança’ a São Luís”, contou Palmério.
Para o autor de “Honoráveis Bandidos”, a constatação mais lamentável no episódio foi ver que uma certa parcela da juventude – representada pelos promotores do tumulto em Imperatriz – não tem nenhum respeito por grandes figuras humanas, como os líderes camponeses Manoel da Conceição e Zezinho do Araguaia (Micheas Gomes de Almeida), que estavam presentes no lançamento.
“No momento da invasão, Manoel da Conceição dava um depoimento comovente, falando de sua história de lutas, de paz, de liberdade de expressão. O relato foi abruptamente interrompido pelos ovos e pedras que vieram em nossa direção. Manoel só não foi atingido porque se deitou no chão. Imagine um homem com a sua história, com tudo o que ele já passou, ali deitado no chão. Isso é de deixar qualquer um indignado”, relatou Palmério Dória.
‘Juventude sarneysista’ – Nos tumultos de Imperatriz, ao menos seis pessoas saíram feridas. O Jornal Pequeno apurou que o grupo que provocou a confusão – cerca de 150 pessoas – chegou à Uema em dois ônibus e outros quatro carros, vindos de São Luís.
Jornalistas presentes no local viram, afixadas nos veículos, faixas da Federação da Juventude Maranhense (Fejuma). A entidade, ligada ao sarneysismo, é presidida por Felipe Mota.
Líder dos invasores é de Pio XII – Quem liderava os invasores era o vereador Francisco de Assis Costa Filho (PP), 23 anos, de Pio XII. Assis Filho é aliado de Roberto Costa, ex-secretário de Esportes do governo Roseana Sarney Murad (PMDB). Costa é apontado como organizador da invasão do Sindicato dos Bancários, em São Luís, em novembro do ano passado, durante o lançamento do “Honoráveis Bandidos” na capital maranhense.

Em seu blog, o vereador Assis Filho postou um artigo no qual se vangloria do ato de agressão do qual participou e chama José Sarney de “grande personalidade”. No artigo, intitulado “Será se Palmério Dória ainda terá coragem de lançar seu livro no Maranhão?”, o vereador afirma: “Os maranhenses não irão mais admitir que um escritor que não conhece o Maranhão nem mesmos os maranhenses venha para nossa terra denegrir a imagem de uma grande personalidade como senador Sarney”, escreveu.
Antes do tumulto de quinta-feira, o reitor da Uema, José Augusto Silva Oliveira, teria ameaçado de demissão o diretor do campus Imperatriz, professor Expedito Barroso, caso ele permitisse que o lançamento de “Honoráveis Bandidos” se realizasse na instituição.
Livro já vendeu mais de 80 mil exemplares
O livro “Honoráveis Bandidos – Um Retrato do Brasil na era Sarney”, de Palmério Dória (Geração Editorial), já vendeu mais de 80 mil exemplares desde que foi lançado, em setembro de 2009. A obra – que agora também está disponível para ser comprada em edição digital(www.livrariasaraiva.com.br) – frequentou o ranking dos 10 livros mais vendidos da revista Veja por 27 semanas consecutivas, chegando a alcançar o primeiro posto. Em São Luís, o “Honoráveis” pode ser encontrado no Sindicato dos Bancários (Rua do Sol) e em bancas de jornais e revistas do centro.
Reportagens do JP – como “Casa oficial de Sarney vira cassino de Roseana”, “Cadáveres da Operação Tigre assombram passado do vice de Roseana Sarney” (ambas de março de 2009) e “Grampo da PF comprova envolvimento de Ernane Sarney no escândalo Gautama” (de agosto de 2008) – serviram de fonte de pesquisa para Palmério Dória contar a saga fora da lei da família Sarney. Veja a seguir trechos de um dos tomos do livro que cita o JP.
RAINHA DO CALHAU É FISSURADA NO PANO VERDE
Quando Roseana deixou o Planalto [separada de Jorge Murad, no final da década de 1980, no fechar das portas do governo Sarney] e topou com o ex-namorado Carlos Henrique [Abreu Mendes, que foi secretário de Meio Ambiente no governo de Wellington Moreira Franco], estava deprimida.
Resolveu viajar, correr o mundo, divertir-se. E lá se foi para alguns dos lugares que ela mais ama: Monte Carlo, Atlantic City e Las Vegas.
Se você acha que essas cidades têm algo em comum, acertou: ela adora jogar. Diante do pano verde, seus olhos verdes se integram em perfeita simbiose. O girar da roleta, o tilintar das fichas, a voz do crupiê, a emoção da aposta, naquele ambiente esfumaçado, suprem-lhe qualquer deficiência emocional.
Isso já representou um trauma para a família, especialmente para José Sarney. Que, num discurso em 1993, chegou às lágrimas na tribuna do Senado, respondendo a uma nota da colunista Danuza Leão, que tratava das peripécias da moça por centros internacionais de carteado.
Às vezes, quando batia a fissura e não dava para atravessar o oceano, Roseana praticava uma espécie de política da boa vizinhança, prestigiando os cassinos do Paraguai. Ela, os irmãos e os amigos sempre puderam contar com o jatinho da família, um British Aerospace BAE 800, prefixo PP-ANA, registrado em nome de Mauro Fecury, suplente de Roseana no Senado e velho amigo de Sarney.
(…)
Outras vezes, ao voltar das jogatinas para São Luís, batia na turma uma vontade irreprimível de comer na churrascaria Porcão, em Brasília. Os meninos mandavam o piloto aterrissar para matar a fome. Um desses pilotos que os levavam, antigo na aviação nacional, pediu demissão.
“O voo de ida e volta de São Luís para Assunção não era nada perto desses, digamos, pousos de emergência”, diz ele, pedindo para não revelar o nome.
Ele quis dizer o seguinte: o pouso inesperado de um jatinho num aeroporto internacional, com o custo operacional completo, reabastecimento, aluguel de hangar etc., sai mais caro que o vôo São Luís-Assunção em si. O veterano piloto não suportou tais descalabros, foi embora.
Dizem os amigos que, se os adversários de Roseana soubessem de sua obsessão pela jogatina, poderiam fazer bom uso, porque ela seria capaz de largar tudo por uma mesa de pif-paf. Não deve ser exagero. Por causa dessa insana paixão, Roseana abriu a temporada de escândalos com passagens aéreas no Congresso.
Deu no Jornal Pequeno, combativo diário de São Luís do Maranhão, edição de 15 de março de 2009:
“Maratona de jogatina reuniu pelo menos 10 pessoas. Roseana Sarney admite que 4 viajaram de São Luís a Brasília com sua cota no Senado.”
A moça é realmente da pá virada. Um mês depois que o pai virou presidente do Senado, ela transformou a residência oficial da Presidência daquela Casa em cassino. Com carinha de inocente, quando o resto da mídia “descobriu” a farra, ela disse que passaram o sábado e o domingo em “reunião de trabalho”.
No passado o dolce far niente internacional pelas rodas de carteado era bancado por um cartão de crédito com fundos ilimitados, emitido por um banco de Miami, o Schroder, segundo denúncia do Jornal do Brasil e da revista Exame. Dono da conta responsável pelo débito mensal desse cartão da felicidade: Edemar Cid Ferreira. Padrinho de casamento de Roseana e Jorge Murad, na Catedral da Sé, em São Luís, em 1976, onde Edemar conheceu a futura mulher [Márcia Costa].
Roseana e Jorge, por sua vez, viriam a se tornar padrinhos de casamento de Edemar e Márcia. Filha de quem? Daquele senador Alexandre Costa, lembram-se? Um dos que estavam metidos no famoso rolo da gráfica do Senado, em 1994 (esse político, famoso por sua violência, com base eleitoral na cidade interiorana de Caxias, morreria em 1998).
Márcia é a maior amiga de Roseana, que – não se esqueçam – também estava naquele mesmo rolo. É no ombro de Márcia que Roseana vai chorar mágoas, na mansão de R$ 142 milhões do casal, no chique bairro paulistano de Cidade Jardim, vizinhos do igualmente banqueiro Joseph Safra e do megaempresário Antônio Ermírio de Morais. (“Honoráveis Bandidos”, páginas 80,81 e 82)
Jagunços da ‘Famiglia Sarney’ voltam ao ataque em Imperatriz
AUGUSTO NUNES*

Aprendizes de jagunços a serviço de José Sarney tentaram abreviar a pancadas, na quinta-feira, a noite de lançamento do livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória e Mylton Severiano da Silva, que detalha alguns itens do amazônico prontuário da “famiglia” chefiada pelo presidente do Senado.
Foi com essa abertura que denunciei, em 6 de novembro do ano passado, a violência promovida por milícias de Sarney no Sindicato dos Bancários do Maranhão, em São Luís. Exatamente nove meses depois, o exército particular dos donos da capitania hereditária voltou a agir, agora em Imperatriz, contra o mesmo inimigo.
José Sarney anda cada vez mais audacioso desde que foi promovido a Homem Incomum, eu registrava em novembro. Depois que passou a enfeitar o jaquetão com a medalha que ganhou do amigo Lula, o dono do Maranhão foi absolvido liminarmente pelo Executivo, inocentado pelo Legislativo e favorecido pelo Judiciário. Graças à cumplicidade de Lula, ao apoio militante da base alugada e à covardia dos opositores no Senado, não só sobreviveu às acusações como conseguiu punir acusadores sem culpa.
Comparsa do velho morubixaba, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, colocou o jornal O Estado de S. Paulo sob censura. A afronta já festejou o 1° aniversário. Por ordem de Sarney, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão aprovou a candidatura da multidão de “fichas sujas” vinculada à “famiglia”, começando por Roseana Sarney. Só faltava ao imortal de araque decidir que livros podem ser lidos pelos maranhenses. Agora não falta mais nada.
A reincidência registrada em Imperatriz confirmou que, aos 80 anos, Sarney acha que está fora do alcance do camburão e tem vaga garantida na galeria dos estadistas. Se a Justiça funcionasse, estaria há muito tempo alojado na galeria de um presídio. (*) Jornalista, na Veja Online
QUEM É PALMÉRIO DÓRIA
Escritor e jornalista, Pamério Dória nasceu em Santarém, no Pará, mas foi criado em Belém. Atualmente, vive em São Paulo. Trabalhou como chefe de reportagem na Rede Globo, nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e como diretor de redação de revista Sexy. Além de “Honoráveis Bandidos”, Palmério publicou outros quatro livros: “Mataram o Presidente – Memórias do Pistoleiro que Mudou a História do Brasil” (1976); “A Guerrilha do Araguaia” (1978); “Evasão de Privacidade” (2001); e “A Candidata que Virou Picolé” (2002).
FONTE: Jornal Pequeno
agosto 16, 2010
Veja em ação os jagunços da Famiglia que representa Lula e Dilma no Maranhão
O vídeo mostra duas ações já executadas pela tropa de jagunços a serviço da Famiglia Sarney. Na primeira, o exército particular dos donos da capitania hereditária tenta impedir, em São Luiz, o lançamento do livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória. Na segunda, os jagunçoes reincidem em Imperatriz. O ataque ocorrido nesta quarta-feira começou quando discursava Manoel da Conceição, um dos fundadores do PT no Maranhão. Expulsos do auditório, os baderneiros desafiaram soldados da PM berrando a palavra-de-ordem: “Sarney, guerreiro do povo brasileiro”.
Lula ordenou à seção maranhense do PT que apoiasse a reeleição de Roseana Sarney. Foi esse o preço combinado pelo endosso do Homem Incomum à candidatura de Dilma Rousseff. A Alemanha nazista odiava livros. Como o Maranhão de Sarney, Lula e Dilma. Como o país com que sonha o bando no poder.
O vídeo é a prova de um crime. É provável que os maranhenses já não saibam o que é Poder Judiciário independente. O país que presta quer saber se ainda existem juízes no Brasil.
FONTE: Coluna do Augusto Nunes – Veja
agosto 12, 2010
Lançamento: “Honoráveis Bandidos” hoje, 12/08, às 20h, na UEMA
Será que hoje no lançamento de “Honoráveis Bandidos” no Maranhão pode repetir a confusão que ocorreu no final do ano passado?
Ainda está vivo na memória o episódio que marcou o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos”, em São Luís, no Maranhão, no final do ano passado. Pancadaria, vexame e dor de cabeça. Vale lembrar que numa atitude de censura admiradores do coronel local apareceram e em um ato de vandalismo e repressão agrediram os que se reuniram para lançar o best sellers que traça um retrato do Brasil na era Sarney.
Relembre o episódio:
Nessas cenas acima, podemos ter uma breve noção da influência e do poder que o José Sarney exerce sobre o Maranhão. Em “Honoráveis Bandidos” você consegue entender todo o processo de tomada do poder e a supremacia do coronel no estado. Quando lembramos desse episódio questionamos se realmente existe a liberdade de expressão e como a imprensa resiste a este império.
LANÇAMENTO DE “HONORÁVEIS BANDIDOS”
HOJE, 12/08, ÁS 20H. EM IMPERATRIZ – MA
NO AUDITÓRIO DA UEMA
O livro “Honoráveis Bandidos”, do jornalista Palmério Dória, será lançando hoje, dia 12/08, em Imperatriz, MA. O evento será no auditório da Universidade Estadual do Maranhão, às 20h. Além do autor, a mesa de autógrafos contará com a presença de Manoel da Conceição, fundador do PT.
Manoel da Conceição realizou no mês de julho deste ano uma greve de fome, juntamente com o Deputado Domingos Dutra (PT), como protesto contra o apoio do PT a Roseana Sarney para governadora do Estado.
Mais informações sobre o livro acesse: www.geracaoeditorial.com.br
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agosto 10, 2010
PROMOÇÃO – Incentivo à Leitura
Participe e concorra a 4 livros da Geração Editorial
A Geração é uma das mais novas editoras e tem como proposta surpreender e inovar o mercado editorial. Os lançamentos seguem uma premissa que é provocar, polêmicos, nos mais variados estilos – política, romance, erótico, reportagem, terror, suspense, denúncia – é por isso que a Geração é uma das editoras mais ousadas do país.
Por ser uma empresa jovem e moderna, não poderíamos deixar de se comunicar com as redes sociais. Para isso funcionar, criamos uma PROMOÇÃO que tem como principal objetivo estimular a leitura e apresentar a Geração para o maior número de pessoas possíveis.
PROMOÇÃO
Concorra a 3 livros que estão entre os mais vendidos da Geração Editorial
-Honoráveis Bandidos
-Como viver eternamente
-O Segredo de Caifás
E ainda o lançamento “Voo para a escuridão”
Para concorrer é simples, basta seguir a @geracaobooks no Twitter e dar RT na frase a seguir:
– http://migre.me/13F3g. PROMOÇÃO incentivo a leitura da @geracaobooks: 3 livros + 1 lanç. grátis! (rt e follow para concorrer)
Desta forma você fica informado das últimas notícias do mercado editorial, promoções e lançamentos e ainda pode ganhar 4 livros incríveis na faixa.
O resultado vai ser publicado em nosso blog e divulgado no twitter na sexta-feira (20), às 17h.
A vencedora foi a Fernanda Lemes (@loslemes).
sorteie.me – Sorteio realizado em 20/08/2010 às 17:39:16 por @geracaobooks, através dos usuários que retuitaram http://migre.me/13F3g -
agosto 6, 2010
Num carro inusitado
Conto selecionado no Concurso “Todos Nós”, de Eric Fujita.
Mas que dia quente em plena correria de compras. Afinal, era antevéspera de Natal. Pena que Renato estava impossibilitado de conviver com esse clima devido a um acidente de trânsito. Ele não tinha como andar livremente porque só conseguia se locomover de muletas com muita dificuldade. Depois de sair da fisioterapia, veio a oportunidade dele comandar novamente o volante de um carro.
Era uma BMW, uma Ferrari ou um simples veículo popular? Nada disso. Renato estava no banco de um carrinho usado por deficientes físicos, oferecido pelo supermercado que havia ido junto com o seu pai. De longe, lembrava o ambiente de um automóvel. Em vez dos lugares para os passageiros, o possante tinha apenas o espaço do piloto e uma cestinha para carregar as mercadorias escolhidas.
As ruas com prédios, estabelecimentos e residências davam lugar aos corredores recheados de prateleiras. De semelhante, só havia a chave para ligar o carro. Ele deu partida e foi para seu primeiro passeio desde o desastre. Andava pelo supermercado que nem uma criança feliz da vida atrás de brincadeiras. O acelerador ficava num botão que apertava com o dedo indicador direito. A marcha ré era no dedo esquerdo. Só tinha um grande problema. Onde ficava o freio?
Renato sentia a falta de um mecanismo para parar o carro num momento de emergência. A tamanha quantidade de clientes mais parecia o trânsito congestionado das grandes vias paulistanas. Como não conseguia frear, veio o primeiro acidente após o desastre que o deixou com a perna sem parte dos movimentos.
O jeito atrapalhado de conduzir o veículo o fez acertar as pernas de uma típica dona de casa, com lista na mão, carrinho de supermercado cheio de compras e um monte de filhos. Três no total. A vítima estava de costas. O jeito foi disparar automaticamente:
- Filha, você não tem cuidado com as compras e a sua mãe?
Imediatamente ela percebeu que Renato foi o responsável pelo descuido. A fisionomia dela mudou completamente. De brava, passou para uma cara de surpresa. Em seguida, falou novamente num tom sem graça:
- Desculpe. Pensei que fosse uma de minhas filhas, mas não um deficiente.
A resposta de Renato foi rápida:
- Tudo bem. Mas graças a Deus a deficiência é temporária.
Logo depois, Renato voltou para o conturbado movimento do fim-de-ano. Aos poucos, aprendeu a controlar a velocidade do temporário meio de locomoção. Conseguiu evitar novas colisões. Porém, os fatos inusitados continuavam a surgir. Enquanto estava ao lado dos panetones, um menino de quatro anos se aproximou:
- Por que o tio gosta de andar de carrinho que nem a gente?
Renato não teve como ignorar a sinceridade infantil:
- O tio quer brincar bastante hoje aqui. Você faz isso na sua casa?
- Eu tenho uma moto que brinco no quintal com o Davi. Disse o garotinho, que talvez tenha se referido a um amigo, irmão ou um primo.
Com o panetone escolhido, Renato voltou aos corredores. Novamente ao lado do pai, o rumo agora era um dos inúmeros caixas de pagamento. Ao contrário de ir ao destinado para os deficientes, os dois resolveram enfrentar a fila convencional dos clientes com até 20 itens. Desta vez, o problema foi manobrar o carro para poder passar.
Se fosse num trânsito convencional, Renato seria chamado de barbeiro, pois bateu várias vezes nas prateleiras das promoções. A condição de deficiente temporário fez um rapaz tomar uma iniciativa:
- Espera que eu te ajudo a passar.
A atitude solidária deste jovem levou outros homens a auxiliar. Eles levantaram o carro numa posição que Renato conseguiria passar. Ele agradeceu e pagou pelas compras.
O fato de Renato ter passado por dificuldades ou mesmo algumas situações inusitadas ajudaram a dar um tom mais alegre para o primeiro passeio pós-acidente. Na verdade, pensou que seria menos divertido. O clima descontraído também lhe deu forças para enfrentar novas investidas nos corredores do supermercado, após devolver o principal companheiro dessa aventura e receber de volta o par de muletas responsável pela locomoção.
agosto 3, 2010
Assista entrevista de autor de “Honoráveis Bandidos” na Veja
O jornalista e escritor Palmério Dória foi entrevistado pelo jornalista Augusto Nunes da Veja. A conversa está postada no portal Veja.com. O livro “Honoráveis Bandidos – Um Retrato do Brasil na era Sarney” foi o tema do bate papo. Mesmo há 23 semanas na lista dos mais vendidos “Honoráveis” ainda dá o que falar, principalmente após a descoberta dos US$ 13 milhões do filho de Sarney numa conta na Suíça.
Dória contou com riquezas de detalhes todo o trabalho de construção da sua obra. Confira alguns trechos da conversa “Eles são insaciáveis, são viciados em dinheiro”, “Sarney é hábil, gênio do mal”. “Sarney usou o 3° mandato para criar uma aproximação com o MP, órgão independente para garantir liberdade do filho”
Esse é mais um lançamento da editora de verdade, Geração Editorial
Acesse o site da revista e veja a entrevista.
Confira a entrevista:
agosto 2, 2010
LANÇAMENTO: “CURTO & GROSSO – O Brasil de cabo a rabo na visão de um publicitário politicamente incorreto”
O livro “Curto & Grosso” começa com uma frase polêmica: “Ninguém gosta do Faveco”. O leitor chega até a se espantar, mas depois de ler os 45 artigos selecionados que foram publicados em vários veículos de comunicação ao longo da última década, vai entender o recado dado pela organizadora da obra, Christiane Marcondes Alves de Brito, na introdução de “Curto & Grosso – O Brasil de cabo a rabo na visão de um publicitário politicamente incorreto”, publicado pela Geração Editorial (184 páginas, R$ 34,90).
Flávio Corrêa, mais conhecido como Faveco é um dos profissionais de comunicação mais respeitados e premiados do Brasil. A sua carreira no mundo é extensa, polêmica e vitoriosa, como jornalista, publicitário e empresário.
Faveco, ainda jovem, foi o escolhido pelo papa da comunicação do século XX, David Ogilvy, sem ao mesmo falar inglês, para trabalhar na nova agência de publicidade que seria montada para atender a América Latina. O resultado final foram 25 anos de convivência com o todo poderoso publicitário e trabalhos para Ogilvy & Mather nos cinco continentes.
“Talvez o que tenha cimentado nossa amizade tão especial tenham sido alguns traços comuns de personalidade: a irreverência, e iconoclastia beirando o anarquismo, o inconformismo, o amor pelo bom texto, pela elegância, pela ética na publicidade e a compulsiva busca da perfeição. E o cigarro…”, conta Faveco, no texto “Meu amigo David”.
Em “Curto & Grosso”, o autor mostra o seu espírito crítico aguçado para comentar os novos caminhos do mercado publicitário, da economia brasileira e da política, e não poderia deixar de lado lembranças do seu passado vencedor.
O livro interessa não apenas aos profissionais de negócios, mas a publicitários, jornalistas e cidadãos dispostos a saber o que pensa um homem que, com as suas críticas, defende um melhor caminho para o futuro do país, sem partidarismo ou ambições políticas.
Os textos estão divididos em quatro áreas: Comunicação, Brasil, Gestão e Memórias. Os artigos são sempre “curtos e grossos” e carregam uma análise contemporânea profunda e, às vezes, agressiva contra a postura de políticos, empresários e do mercado em geral.
Na área publicitária, Faveco comenta: “Como jornalista, publicitário e empresário, com mais de 20 anos de experiência trabalhando nos cinco continentes, talvez eu tenha um defeito de fabricação: para mim, o que vale mesmo é a ‘imagem de marca’, pois o grande senhor do fato econômico é o consumidor, esteja ele onde estiver”.
Flavio Corrêa é também um articulador político respeitado. Sozinho e nos bastidores de sua agencia de propaganda, por exemplo, ele articulou em 1993 toda uma campanha, nos meios de comunicação e junto aos partidos políticos, para a revisão constitucional.
- Fizemos um barulho danado, com apoio da totalidade da imprensa, mas o Congresso, infelizmente, não votou favoravelmente. No entanto, plantamos as sementes da cidadania e no governo seguinte, de Fernando Henrique Cardoso, várias de nossas propostas foram aprovadas, como as privatizações e a quebra do monopólio da Petrobrás na exploração do petróleo – lembra Flavio.
E sobre ninguém gostar do autor, a organizadora explica: “As pessoas o amam ou odeiam. E é fácil explicar esse extremismo. O Faveco tem uma honestidade que não cabe em roda social. E uma genialidade que desagrada quem gosta de receitas testadas e aprovadas. Ele fala do futuro. As pessoas enxergam a ponta do nariz”, complementa Christiane Brito, jornalista, escritora e organizadora de “Curto & Grosso”.
“Faveco, grande amigo, excepcional jornalista e publicitário, que consegue transformar o óbvio sempre em um grande acontecimento. Continue sua luta para não ser igual ao que não queremos. As ideias são um capital que só rende juros nas mãos do talento como o seu. Meu abraço e respeito”, Alencar Burti, Presidente da Associação Comercial de São Paulo – ACSP – e Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo
“Milagrosamente – e ao contrário do que diz o Stephen Kanitz – sou amigo do Flávio Corrêa há mais de 40 anos. Sempre admirei essa capacidade que ele tem de falar alto, muito e sobre muitos assuntos.
Seu livro refere-se a essas duas últimas virtudes (?) – e se você ler suas páginas imaginando o texto falado em 200 decibéis por um gaúcho gesticulante e enfático – então você sentirá o mesmo prazer que eu sinto por viver essa amizade tão ruidosa”, Roberto Duailibi, escritor, publicitário e sócio-fundador da DPZ











