Fonte: http://literatura.atarde.uol.com.br/?p=1349
GETULIO VARGAS – A ESFINGE DOS PAMPAS, por Richard Bourne – Geração Editorial – Abril de 2012 – 313 paginas – Bourne é um respeitado professor da Universidade de Londres, especialista em temas latino-americanos e já fez uma biografia de Lula. Este novo lançamento é uma visão moderna, abrangente e interpretativa do grande estadista brasileiro do Seculo XX., um personagem que marca definitivamente o Brasil moderno.
Não existem muitas biografias escritas sobre Getulio Vargas. Um historiador estrangeiro tem o olhar de fora que muitas vezes os naturais do Pais não conseguem ter e pode exercitar a historia comparativa e inserida em um campo global, o Brasil como parte da História mundial.
Não há espaço aqui para uma analise de todo o livro mas a obra trata em dois capítulos de um dos episódios mais intrigantes e menos conhecidas da biografia de Vargas. Trata-se da queda do ditador em outubro de 1945, pouco mais de um mês antes das eleições gerais marcadas para 2 de dezembro do mesmo ano. Porque Vargas foi derrubado pelas Forças Armadas, de forma até certo ponto humilhante, ele sendo um ditador de longo período, o mais poderoso na historia moderna do Brasil? Como explicar sua saída pela porta dos fundos do Poder?
….
Bourne compõe um enredo de coerente credibilidade e vai desde as causas visíveis e imediatas para chegar às razões profundas e menos conhecidas. Os pontos centrais dessa observação de longo alcance e formulada a partir das grandes variáveis da realidade:
1. Vargas de fato nunca controlou, como um ditador, as Forças Armadas. Contou com a colaboração do Exercito para implantar o Estado Novo em 1937, mas o mesmo Exercito foi lento em defende-lo da perigosa investida integralista em 1938, uma atitude que não passou despercebida a Vargas e sempre foi um mistério histórico.
2. Com a esmagadora vitoria dos aliados em Maio de 1945 o vento mudou no mundo, o Brasil apoiou e colaborou com o campo anglo-americano mas o Estado Novo era uma clonagem do Estado fascista de Mussolini e apesar de apoiado pelos militares, a conta do Estado Novo seria paga integralmente pelo ditador, para que as Forças Armadas livrassem sua responsabilidade perante a nova ordem mundial, baseada na Carta das Nações Unidas e na legitimação da Democracia no mundo ocidental como a forma de governo aceitável para os grandes países.
3. Quando marcou as eleições gerais, para Presidente e depois para Governadores para a mesma data, 2 de dezembro, antecipando a de governadores que anteriormente estavam marcadas para Maio de 1946, havia cada vez maior desconfiança nas Forças Armadas que Vargas repetiria o golpe de 1937, quando também marcou eleições e depois as cancelou. Essas desconfianças aumentaram muito de grau quando Vargas nomeou seu irmão Beijo Vargas, de má reputação e perfil nitidamente autoritário, para Chefe de Policia. A nomeação de Beijo funcionou como gatilho para os que acreditavam em um novo golpe. Os generais exigiram que Vargas tornasse sem efeito a nomeação de Beijo, o que foi considerado por Vargas como sua deposição.
4. O homem chave para a deposição de Vargas foi o General Gois Monteiro, Ministro da Guerra que substituiu o General Dutra, em campanha para a Presidencia da Republica.
Gois tinha grande ascendência sobre a cúpula do Exercito, foi companheiro de Getulio e também peça chave da Revolução de 30 e do esmagamento da revolta paulista em 1932. Os dois candidatos à Presidencia eram militares, o Brigadeiro Eduardo Gomes e Dutra, o que diminuía consideravelmente a margem de manobra de Vargas para um eventual cancelamento das eleições.
Mas havia um fator externo importante para o qual Bourne chama nossa atenção. Enquanto se desenrolavam os acontecimentos no Brasil, na Argentina o ex-Secretario do Trabalho, Coronel Juan Domingo Peron, deposto do cargo e preso pelos militares, era libertado por um movimento de massas, recolocado no cargo e tornava-se o político mais forte da Argentina. Esse episodio influenciou os dois lados no Brasil, Vargas pensou em um movimento de massas para permanecer no poder e os militares desconfiavam que Vargas poderia tentar isso, repetindo o golpe branco argentino.
Outro fator importante foi a influencia das ideias democráticas captada pelos oficiais brasileiros que participaram da campanha da Italia a partir do convívio com os generais americanos aos quais estavam subordinados. Os soldados brasileiros estavam lutando na Italia contra um Estado parecido com o que Vargas montou e chefiava no Brasil, o que parecia uma contradição e influenciou a oficialidade que retornaria pouco antes das eleições.
A analise de Bourne é bem mais complexa e nuançada do que aqui relatei. O ponto mais importante entre todos e que esta muito bem delineado é que Vargas não tinha e nunca teve o real comando das Forças Armadas, a relação era de aliança e não de subordinação, desfeita a aliança termina o poder de Vargas e ele se retira da cena sem resistência, exilando-se em São Borja de onde não deveria sair.
Quem comunica a Vargas no Catete que sua missão terminou e que deveria sair de cena foi o General Cordeiro de Farias, que teria um papel também marcante nos acontecimentos de 1964.
O livro tem excelentes fotos, inclusive uma que nunca tinha visto antes, de Ernesto Geisel ao lado de Vargas no Catete e outra foto impactante de Vargas com o General Gois Monteiro, imponente em trajes civis , foto de 1938.
Uma biografia imperdível, ousada e moderna, que traça um perfil pessoal de Vargas.
Um enredo para conhecer melhor essa fascinante personalidade que explica muito o Brasil de hoje.
Por Luis Nassif – http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/biografia-de-getulio-vargas-em-livro-de-richard-bourne
Arquivado em Uncategorized

Dashiel Hammet, James Ellroy, JRR Tolkien e RR Martin gostariam de ler este livro sombrio. Quentin Tarantino e Ridley Scott talvez disputem os direitos para filmar. Nos becos abandonados de Rigus, a mais brilhante das Treze Terras, está a Cidade Baixa, ou Cidade das Sombras: um lugar feio, imundo e sórdido, sem ordem, moralmente destruído, cujo defensor é um sujeito também feio e desencantado, solitário, sem sentimentos, cínico e cético, que as ruas conhecem como “O Guardião”.
Este sobrevivente de guerras sangrentas e pestes usa e trafica drogas e combate implacavelmente seus concorrentes decaídos. Todo dia é uma luta constante para fazer novos negócios, conseguir droga boa para reduzir o desespero e proteger seu território contra competidores desprezíveis, rebotalhos da humanidade, sindicatos corrompidos e a lei — uma lei controlada por quem não a cumpre, pois a corrupção é endêmica.
A vida de iniquidade drogada do Guardião é abalada quando ele descobre uma menina estuprada e assassinada numa rua sem saída. Como ex -agente secreto da Casa Negra, ele
sabe que na Cidade das Sombras a vida vale nada e nenhum crime é investigado, mas algo no rosto crispado da menina o toca. Confrontado com os valores de uma vida que havia deixado para trás, ele seguirá uma pista de violência e boatos, que o levará das ruas decaídas para as comunidades fortificadas dos ricos e poderosos.
Ele vai descobrir que a verdade é mais tenebrosa do que poderia imaginar. Na Cidade das Sombras não se pode confiar em ninguém. Nas fortalezas dos ricos existem segredos que não devem ser revelados. Mas, sem nada a perder além da própria e desgraçada vida, o Guardião vai seguir essas pistas, num ritmo alucinante que não tem fim.
Ao criar um novo e espantoso mundo, com seus personagens intrigantes e horríveis, Daniel Polansky inaugurou um novo gênero, a fantasia gótica e noir, neste romance mergulhado em ação sombria e incansável, que arrasta o leitor consigo. Como bem escreveu um crítico, neste livro Quentin Tarantino encontrou –se com Tolkien e o resultado foi assustador. O Guardião é a estreia brilhante de um novo e mais do que promissor talento.
Leia o 1º capítulo com exclusividade: CAP 01 Guardião
______________________________________________________________
PROMOÇÃO
Para participar responda no blog a seguinte pergunta:
- Se sua cidade estivesse cercada por um mal desconhecido como você a protegeria?
Regulamento:
- Serão escolhidas as 3 melhores respostas.
- Cada participante pode participar com 1 resposta.
- Os vencedores vão ganhar um exemplar do livro.
- Só serão aceitas frases postadas no comentário do blog.
- A promoção vale até dia 21/05 às 23h59.
- O resultado será divulgado no blog e redes sociais no dia 24/05.
Divulgue a promoção nas redes sociais: Promoção da @geracaobooks. Participe e concorra ao livro O Guardião de Daniel Polansky. http://wp.me/pC6mz-K8
Arquivado em Uncategorized
PublishNews – 09/05/2012 – Redação
Livro de jornalista Lucio Vaz traz reportagens sobre 12 casos de corrupção no Brasil
Depois do barulhento – e best-seller – Privataria tucana, a Geração Editorial lança Sanguessugas do Brasil (Geração Editorial, 272 pp., R$ 35,90), que reúne reportagens do jornalista gaúcho Lucio Vaz sobre doze casos notórios de corrupção e abuso econômico. O livro traz textos escritos ao longo de duas décadas e começa abordando o mensalão, prosseguindo com uma radiografia dos lobistas em Brasília, desvios de verbas de infraestrutura, fraudes na distribuição de remédios, obras inacabadas, crimes ambientais praticados por indústrias papeleiras, fraudes na Ferrovia Norte-Sul e até a apropriação escandalosa de bolsas de estudos destinadas aos indígenas.Arquivado em Uncategorized
Acompanhe a entrevista exclusiva com Daniel Polansky, autor de Cidade das Sombras: O Guardião (Low Town), lançamento da Geração Editorial. Além de fazer comentários sobre o livro, uma fantasia noir, Polansky fala sobre a sua passagem pelo Brasil e revela ser fã da música brasileira.
O autor foi destaque na 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura em Brasília.
Entrevista realizada pela TV PodLer.
Sobre o livro:
Cidade das Sombras: O Guardião
Autor: Daniel Polansky
Gênero: Literatura Norte-Americana
Formato: 15,7 x 23 cm.
Págs: 448
ISBN: 9788581300603
Cód. de Barras: 9788581300603
Tradutor: Ricardo Gozzi
SINOPSE:
ANTI-HERÓI DESENCANTADO COMBATE O CRIME NUM MUNDO ASSOMBROSO. PODERÁ SE REDIMIR AO INVESTIGAR O ESTUPRO E ASSASSINATO DE UMA GAROTINHA?
Imagine um policial noir como os de Raymond Chandler e James Ellroy com o ritmo sanguinolento dos filmes de Quentin Tarantino e a fantasia de “O Senhor dos Anéis”, num cenário como a Los Angeles de “Blade Runner”, onde os policiais não querem ver nada que não convenha e convivem com gangues multiétnicas de assassinos, prostitutas, contrabandistas, drogados e traficantes.
Pelas ruas imundas desse mundo devastado, em meio a uma fauna corrupta de que é prudente desconfiar a todo momento, vaga o “Guardião”, um tipo solitário e desiludido que viveu como combatente numa grande guerra, sobreviveu a uma peste e leva a vida como narcotraficante. Ele se droga para suportar seu cotidiano sórdido e investiga o cruel assassinato e estupro de uma garotinha.
“Cidade das Sombras” é uma trilogia fantástica, cujo primeiro volume é este alucinante romance de estreia que inaugura um novo gênero: a “fantasia noir”.
Tenso, com um suspense crescente, “O Guardião” surpreende pela ousadia, assusta com a previsão de um futuro sombrio para a humanidade e garante uma leitura de impacto do começo ao fim.
Arquivado em Uncategorized