Leia a entrevista completa com Laura Albert:
A história de JT Leroy foi adaptada para o teatro, com a peça JT – Um conto de fadas punk. Assista a vinheta promocional aqui.
Leia a entrevista completa com Laura Albert:
A história de JT Leroy foi adaptada para o teatro, com a peça JT – Um conto de fadas punk. Assista a vinheta promocional aqui.
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A Geração Editorial lançou o livro de Mário Rosa, A Reputação na Velocidade do Pensamento, com prefácio de Paulo Coelho. Trata-se de um verdadeiro manual empresarial para quem precisa preservar a credibilidade e sobreviver num mundo competitivo e cheio de novas e perigosas armadilhas.
O novo livro de Mário Rosa, autor de A Síndrome de Aquiles e do best seller A Era do Escândalo, mostra como a revolução tecnológica mudou completamente as formas de se preservar a credibilidade na esfera pública. Todos nós estamos sob observação constante, em qualquer situação. Ninguém, do cidadão comum ao presidente da República, do artista ao empresário, está a salvo da vigilância e do ataque inimigo, justo ou injusto. Entender o que está acontecendo é fundamental para quem precisa ter sua imagem preservada, mesmo sem ser famoso.
Um descuido, um erro, um equívoco e uma microcâmera ou gravador escondido numa lapela, caneta ou mala, num telefone celular ou até num satélite capta indiscretamente aquilo que não se pode ou não se deve revelar. Reputações e marcas construídas ao longo de anos ou décadas desabam em segundos, reduzindo a nada a credibilidade, a honra, a imagem de pessoas públicas ou privadas, empresas ou instituições. Não existe mais privacidade. Absolutamente ninguém está protegido.
A Reputação na Velocidade do Pensamento é uma bíblia para quem precisa preservar sua reputação, imagem e marca num mundo cheio de denúncias e guerras entre pessoas, políticos e empresas. O livro traz mais de 200 imagens e fotos de episódios recentes e conhecidos, mostrando os novos riscos para preservar a reputação.
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Um contraponto ao radicalismo na ÁfricaNo próximo Milênio, uma voz que transcende as divisões e sectarismos na África. Edney Silvestre entrevista o nigeriano Wole Soyinka, prêmio Nobel em Literatura e embaixador da UNESCO, sobre o radicalismo que toma conta da Nigéria, sua vida política e sobre a importância do diálogo intercultural. Saiba mais sobre este autor de uma obra fortemente influenciada pela cultura iorubá e permeada pela discussão entre progresso e tradicionalismo, na segunda-feira, 07/05, às 23h30, na Globo News.
Na última semana, mais de oitenta pessoas morreram em atentados na Nigéria. Um mercado, uma universidade, a sede de um jornal e um comboio policial foram os mais recentes alvos da onda de violência que tem aumentado a pressão sobre o presidente Goodluck Jonathan. Depois de passar por uma série de regimes militares que cometeram atrocidades contra a população, o país mais populoso da África e maior exportador de petróleo do continente está dividido por questões étnicas e religiosas.
Denominações como hauçás, nagôs, igbos, cristãos, muçulmanos e iorubás delimitam mais do que a identidade. A radicalização toma conta da Nigéria. A violência é instrumentalizada e o discurso político cria barreiras ao diálogo. O outro passa a ser o infiel, o terrorista, o inimigo. Em um território com tantas nações, inserido em um continente com fronteiras porosas e artificiais, incitar o ódio é uma aposta arriscada.
Essa situação se agravou recentemente. Wole Soyinka lembra que, durante sua infância, na década de 1940, as comunidades religiosas viviam em paz. Nascido em uma família cristã, mas adepto da religião e cultura iorubá, Soyinka diz que “o nível de conflitos sanguinários que estamos testemunhando hoje é uma doença importada de fundamentalistas religiosos e da politização da religião que está afetando o mundo todo.” Terroristas ou não, os radicais têm tomado conta das páginas dos jornais e das urnas.
Crítico dos regimes ditatoriais e defensor da liberdade de expressão, Soyinka já teve que fugir do seu país em uma motocicleta durante o governo de Sani Abacha, foi preso por dois anos durante a Guerra de Biafra – guerra civil que ocorreu entre 1967 e 1970 – e criou inimizades com quase todos os regimes ditatoriais da África. Premiado com o Nobel de Literatura de 1986 e nomeado embaixador da UNESCO para a divulgação da cultura africana, direitos humanos e liberdade de expressão, Soyinka é um contraponto à violência que vemos hoje. Suas palavras transcendem às tantas divisões e aos sectarismos que marcam o mundo atual e nos lembram de um dos valores mais essenciais ao ser humano: o respeito. Saiba mais no próximo Milênio, às 23h30, na Globo News.
por Rodrigo Bodstein
http://g1.globo.com/platb/globo-news-milenio/2012/05/04/um-contraponto-ao-radicalismo-na-africa/
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Confira as categorias desse ano:
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A Planam foi primordial para a existência, sistematização e funcionamento de um esquema responsável por desviar ao menos R$ 10 milhões em compras indevidas de ambulâncias – por meio de emendas parlamentares. O valor é subestimado, segundo apurou à época o Olhar Direto.
A despeito de valores, as ambulâncias eram adquiridas na Planam para serem distribuídas em cidades pequenas, notadamente nos Estados da região Norte e Centro Oeste, como Rondônia, Acre e Roraima, no esquema nacionalmente conhecido como “Máfia das Sanguessugas”, apurado pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e demais órgãos de controle da União.
Sem a participação direta do deputado Nilton Capixaba (PTB), de Rondônia, no entanto, dificilmente a quadrilha teria conseguido espalhar seus tentáculos para além daquele Estado. Foi o deputado quem percebeu que, ao invés de utilizar somente o dinheiro destinado à saúde pública de cada município, era possível multiplicar a subtração sistemática de dinheiro estatal por meio das emendas ao Orçamento da União.
As revelações fazem parte de uma série de reportagens iniciadas pelo jornalista gaúcho Lúcio Vaz para o jornal Correio Braziliense num já distante 2004, época em que outro escândalo ocupava a mídia do país: o mensalão do Governo Lula.
O Olhar Direto também conduziu investigações paralelas, após evidências de enriquecimento ilícito dos integrantes do esquema. Pelo menos três parlamentares federais de Mato Grosso tiveram envolvimento direto no escândalo. Outros o fizeram de forma secundária.
Apesar do protagonismo cuiabano e mato-grossense, o livro vai destrinchando elos iniciados no Congresso Nacional e que vão se espalhando Brasil adentro, sempre com os mesmos atores: políticos de um lado e técnicos do governo e empresários corruptos de outro.
O sistema de licitações brasileiro prova-se, dentro do livro, absolutamente útil a todo tipo de esquema. A única exigência é a participação de pelo menos dois funcionários dentro de cada autarquia, especificamente os responsáveis pela instituição, abertura, apresentação e fechamento de cartas-convite e concorrências.
Outra revelação chocante no trabalho de Vaz é a facilidade com que políticos e empresários mandam assassinar jornalistas dispostos a investigar os esquemas. Conversas gravadas pela PF revelam até mesmo certa displicência em um diálogo entre Vedoin e Capixaba, sobre a possibilidade de “mandar matar o cara lá”, sendo “cara” o jornalista, autor do livro e causador das investigações.
Além do deputado e do empresário, faziam parte do esquema Aristóteles Gomes Leal Neto, Tereza Norma Rolim Félix, Bento José de Alencar, Francisco Rodrigues Pereira, Manoel Vilela de Medeiros, Maria Estela da Silva e Tabajara Montezuma Carvalho, todos denunciados pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso em 2006.
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Fernanda Montenegro prestigia peça teatral no Rio.
A atriz Fernanda Montenegro foi clicada na noite desta sexta (27) no teatro do CCBB, localizado no Centro do Rio de Janeiro. Ela foi acompanhar a peça JT – Um Conto de Fadas Punk.
O espetáculo ‘JT – Um Conto de Fadas Punk’ traz ao público a história de JT Leroy, um jovem escritor consagrado como um grande fenômeno da literatura mundial, admirado por personalidades como Madonna, Bono Vox, Winona Rider.
A peça discute o que os sociólogos chamam de geração da imagem ou geração midiática, que é o tipo de geração que tem fabricado celebridades passageiras. No enredo, o público confere a história de um personagem inventado.
LeRoy é o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert. Em 2005, surgiu um boato de que J.T. LeRoy era uma farsa criada pela frustrada escritora com o objetivo de alcançar o sucesso. Em Janeiro de 2006, o Jornal The New York Times revelou que a pessoa que se apresentava como LeRoy é na verdade uma atriz e modelo de nome Savannah Knoop.
Veja fotos:
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No Rio, a americana Laura Albert, que inventou a farsa JT LeRoy, vê peça sobre sua história
RIO – As mãos ainda tremiam e o suor não disfarçava o nervosismo da autora Luciana Pessanha. Da plateia do Teatro I do CCBB, na última quinta-feira, ela observava a escritora americana Laura Albert elogiar, no palco, a sessão recém-terminada da peça “JT — Um conto de fadas punk”, escrita por Luciana e inspirada na história de Laura. Para quem não lembra, Laura inventou um escritor — JT LeRoy — que fez o maior sucesso ao narrar, em suposta obra autobiográfica, sua suposta vida de abuso sexual, prostituição e drogas.
— Será que ela vai odiar, ou me agredir depois da peça? — cochichava Luciana, minutos antes.
Mas, enquanto a atriz Débora Duboc interpretava Laura e Natália Lage vivia JT LeRoy, a real autora dos sucessos de JT parecia se divertir.
— Eu achei a peça muito louca, mas adorei — disse a escritora, que voltou para mais uma sessão na sexta-feira.
Laura veio ao Brasil relançar, na Bienal do Livro de Brasília (de 14 a 23 de abril), dois best-sellers “de” JT: “Sarah” (1999) e “Maldito coração” (2001). É a primeira vez que esses livros recebem o nome real da autora na capa. O contrato com editora brasileira (Geração Editorial) e a montagem da peça fazem Laura acreditar que vive “realmente um novo começo”, como diz:
— Recebi propostas de pessoas que só queriam arrancar pedaços de mim. Percebi que a intenção da Luciana era diferente e sinto que as pessoas estão voltando a se conectar com a minha obra.
Ex-cantora de uma banda punk fracassada e operadora de disque-sexo por dez anos, Laura só se consagrou como escritora na pele de JT LeRoy. A história do livro “Sarah” é contada pela perspectiva de um garoto de 12 anos, Cherry Vanilla, que vive com a mãe — Sarah —, uma prostituta que faz ponto numa parada de caminhoneiros. Já em “Maldito coração”, a escritora dá voz a Terminator LeRoy, numa obra “autobiográfica” que acompanhava um atormentado travesti de 16 anos, drogado e com problemas mentais, que teria sofrido abusos na infância.
Para não revelar sua identidade, Laura e o então marido, Jeff Knoop, fizeram com que a irmã dele, Savanah, aparecesse em público como JT. Bono Vox, Madonna, Lou Reed, Gus Van Sant, entre muitos outros, diziam-se fãs e amigos do “escritor”, que esteve na Festa Literária de Paraty (Flip) em 2005, até que o caso foi revelado pelo “New York Times”, em 2006. Laura foi processada e acusada de falsária, perdeu amigos, marido e direitos sobre os escritos. Tudo isso ela pretende contar num livro que está escrevendo, para publicar ainda neste ano, quando também deve ser lançado um documentário sobre sua vida, do americano Jeff Feuerzeig, diretor do festejado “The devil and Daniel Johnston” (2005).
— Muita arte foi criada tendo JT como inspiração, mas, após a revelação, tudo que surgia era obscuro. As pessoas foram instruídas a se sentir enganadas, mas agora vou dar a minha versão dos fatos.
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